Kinu

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Kinu (絹) é a palavra japonesa para seda, referindo-se tanto à fibra bruta produzida pelos bichos-da-seda como à vasta gama de tecidos tingidos e tecidos feitos a partir dela. Como um dos materiais mais valorizados na história têxtil japonesa, o Kinu tem sido fundamental para o desenvolvimento das tradições de vestuário, arte e artesanato do Japão desde os tempos antigos.

Visão Geral

A produção e a tecelagem da seda foram introduzidas no Japão vindas da China por volta do século III d.C. Ao longo dos séculos, a criação de bichos-da-seda, a fiação dos fios de seda e a criação de tecidos de seda evoluíram para uma forma de arte complexa. Os tecidos de Kinu eram tradicionalmente usados ​​para roupas aristocráticas, mobiliário de templos e vestimentas cerimoniais, como quimonos e trajes Nō.

Técnica

A confeção do Kinu envolve diversas técnicas altamente especializadas, incluindo:

  • Sericultura – a criação de bichos-da-seda para a produção de casulos.
  • Fiação (ito-hiki) – extracção de longos filamentos de seda dos casulos.
  • Tecelagem – criação de uma vasta gama de tecidos, como chirimen, habutae e seda sarjada.
  • Tintura (some) – aplicação da cor e do padrão através de técnicas como Yuzen ou Kasuri.

Produção Regional

Em todo o Japão, muitas regiões tornaram-se de renome pelas suas tradições únicas de tecelagem de seda:

  • Câmara Municipal de Gunma – famosa pela seda Tomioka, uma das primeiras indústrias de seda mecanizada.
  • Prefeitura de Quioto – conhecida pelas luxuosas sedas tingidas utilizadas em Kyo Yuzen.
  • Prefeitura de Ishikawa – associada à seda Kaga e ao tingimento manual refinado.
  • Prefeitura de Fukushima – berço da fiação tradicional da seda em Aizu.

Contexto Histórico

Durante o período Nara (710–794), a seda estava reservada à corte e aos templos. No período Heian (794–1185), a seda tornou-se um material essencial para o vestuário aristocrático, simbolizando o estatuto e o refinamento. No período Edo (1603–1868), os domínios regionais promoveram as indústrias locais de seda, levando à rica diversidade de técnicas que persistem até aos dias de hoje.

Significado Cultural

A seda personifica a elegância e o artesanato na cultura japonesa. Continua a ser um material de eleição para as artes tradicionais, incluindo a tecelagem, o tingimento e o bordado, e desempenha um papel vital na preservação do património têxtil do Japão.

Contexto Histórico

Durante o período Nara (710–794), a seda era reservada à corte e aos templos. No período Heian (794–1185), a seda tornou-se um material essencial para a confeção de trajes aristocráticos, simbolizando o estatuto e o requinte. == Ver também ==